Portos movimentaram 95% das cargas do comércio exterior brasileiro, que teve superávit de 68,2 bilhões de dólares em 2025

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Dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) revelam que, pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil teve, em 2025, superávit em sua balança comercial, de 68,2 bilhões de dólares, o maior montante da série histórica iniciada em 1989. No total, a soma de importações e exportações atingiu no ano 629 bilhões de dólares, dos quais 95% passaram pelos portos.

As vendas para o exterior somaram 348,676 bilhões de dólares, com alta de 3,5% em relação a 2024. Já as importações fecharam o ano com 280,4 bilhões de dólares, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase oito bilhões de dólares acima do recorde anterior, de 2022.

O vice-presidente da República e ministro da Indústria, do Comércio e de Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os resultados foram conseguidos graças à conquista de novos parceiros como estratégia para superar as dificuldades nas vendas para os Estados Unidos por causa das sobretaxas a produtos brasileiros impostas pelo presidente americano, Donald Trump. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou.

O balanço do MPor aponta que o setor portuário deve fechar 2025 com movimentação total de 1,34 bilhão de toneladas de cargas e crescimento de 3,25% em relação ao ano anterior. O Porto de Santos, em São Paulo, registrou, de janeiro a outubro, crescimento de 29% na movimentação, atingindo 119,4 milhões de toneladas, enquanto o de Paranaguá, no Paraná, cresceu 13,5%, somando 55,2 milhões de toneladas. No Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, teve alta de 7,6%, com 31,4 milhões de toneladas, principalmente de grãos e minérios.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, creditou os bons resultados do comércio exterior à infraestrutura portuária nacional, que, segundo ele, se tornou um diferencial competitivo do Brasil. “Estamos dando as condições necessárias tanto para escoar nossa produção ao mercado internacional quanto para receber os insumos e mercadorias que abastecem a indústria e o consumo interno”, disse.

Fonte: https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/da-redacao-41

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