Abras projeta 3,2% de alta do consumo nos lares brasileiros em 2026

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Crescimento é impulsionado principalmente pela desaceleração da inflação. No entanto, a alta taxa de juros ainda limita o avanço. Supermercados também já implementam projetos-piloto para entender como o fim da escala 6×1 poderia afetar a operação

O consumo nos lares brasileiros encerrou 2025 com alta de 3,68%. Comparado com novembro do mesmo ano, a alta registrada foi de 15,69%. Em 2026, a projeção do consumo nos lares é de alta de 3,2%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), nesta quinta-feira (26/02).

Em relação a janeiro de 2026, houve alta de 1,73% comparado com igual período do ano anterior, e em relação a dezembro de 2025, houve uma queda de 19,34%. O crescimento moderado é justificado pela elevada taxa de juros, que limita o avanço acelerado do consumo, segundo Márcio Milan, vice-presidente da Abras. “O aumento mostra a resiliência do consumo, uma vez que o mês de janeiro é marcado pelo consumo fora do lar, férias e por dívidas sazonais”, explica.

A expectativa da associação é um aumento no consumo, devido à desaceleração da inflação e aumento nos programas de distribuição de renda, como a isenção do imposto de renda para pessoas que recebem de R$ 5 mil a R$ 7.350, aumento real do salário mínimo, calendário do PIS/Pasep, que deve injetar um montante de R$ 31,5 bilhões na economia, e a distribuição do lote residual (IRPF), com impacto de R$ 578 milhões, além de reajustes em programas sociais, como Pé-de-Meia, Bolsa Família e Gás para Todos.

O valor médio da cesta Abrasmercado, que considera 35 produtos de largo consumo, registrou uma retração de 0,16%, saindo de R$ 800,35 em dezembro para R$ 799,08 em janeiro de 2026. Esse valor é influenciado pela queda nos preços de produtos básicos, como leite longa vida, que no acumulado dos últimos 12 meses registrou queda de 16,46%, arroz (27,30%), café torrado e moído (23,47%) e açúcar refinado (4,76%).

Entre as proteínas, houve variação mista nos preços nos últimos 12 meses, com queda nos seguintes produtos: ovos (1,56%), frango congelado (1,25%) e pernil (0,85%). Já os produtos que apresentaram alta foram os cortes bovinos: traseiro (1,42%) e dianteiro (2,70%).

No hortifruti, o tomate foi o único produto que registrou alta nos últimos 12 meses, sendo 4,61%, devido à maior sensibilidade às ações climáticas. A batata registrou queda de 4,36%, e a cebola teve baixa de 4,69%.

A retração nacional de 0,16% foi impulsionada pelo Sudeste, que registrou baixa de 0,23% entre dezembro e janeiro, tendo o preço médio em R$ 818,97. O Norte teve alta de 0,03%, Centro-Oeste de 0,08%, Nordeste 0,26% e Sul 0,39%, o último com maior preço médio, com R$ 873,35.

Cesta

Na cesta de commodities, houve redução na participação dos produtos de menor preço no consumo em janeiro, que passou de 61,1% no mesmo período do ano anterior para 50%, uma queda de 11,1 pontos percentuais. Em contrapartida, os itens de preço médio ganharam espaço, com alta de 9,7 pontos percentuais, assim como os produtos premium, que avançaram de 37,1% para 46,8%.

“Esse movimento ocorre após a normalização da acomodação de preços de commodities em categorias básicas, como arroz, feijão e açúcar, diminuindo a necessidade extrema de migração para o menor preço”, diz Milan.

Na cesta de perecíveis, o consumo se manteve estável. Por serem produtos de conveniência, influenciados pela marca, o consumo de produtos com preço baixo se manteve estável, saindo de 39,3% para 38,5%, e os produtos de preço médio de 36,8% para 36%. Já os produtos premium tiveram alta mais modesta, de 23,8% para 25,5%.

fonte: https://dcomercio.com.br/publicacao/s/abras-projeta-3-2-de-alta-do-consumo-nos-lares-brasileiros-em-2026

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