Acordo Mercosul–UE pode gerar R$ 1,3 bi para exportações brasileiras de suco de laranja

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Redução gradual das tarifas europeias deve aliviar custos da indústria e fortalecer competitividade do produto brasileiro

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve garantir uma economia tarifária acumulada de aproximadamente US$ 250 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão, para as exportações brasileiras de suco de laranja nos primeiros cinco anos de vigência. A estimativa é da Associação Nacional da Indústria Exportadora de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Os cálculos consideram o cronograma de redução das tarifas negociado entre os blocos e os dados históricos de exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com base na média de preços e volumes dos últimos dez anos.

“Projetamos os descontos ano a ano no imposto de importação para estimar a economia acumulada ao longo dos primeiros cinco anos após a entrada em vigor do acordo”, explica o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

Redução gradual das tarifas

De acordo com o cronograma acordado, os três principais tipos de suco exportados pelo Brasil terão descontos progressivos nas tarifas de importação, com alíquota zerada em um prazo que varia entre 7 e 10 anos.

“Em cinco anos, já teremos uma tarifa cerca de 50% menor do que a praticada atualmente, o que é bastante relevante para a competitividade do setor”, afirma Netto. Segundo ele, ao longo desse período inicial, a economia pode chegar a US$ 285 milhões para toda a cadeia exportadora do suco de laranja, considerando a redução gradual dos impostos cobrados pela União Europeia.

Impacto nos custos e no consumo

Apesar do alívio tarifário, a CitrusBR avalia que o acordo não deve resultar, necessariamente, em aumento imediato do volume exportado pelo Brasil ao bloco europeu. Atualmente, o país já responde por cerca de 80% das importações de suco de laranja da União Europeia.

“O impacto mais relevante está na redução de custos ao longo do tempo, o que pode tornar o produto mais acessível ao consumidor final”, destaca Ibiapaba Netto. Segundo o executivo, a diminuição da carga tributária tende a refletir em preços mais competitivos nas gôndolas europeias, o que pode estimular o consumo no médio e longo prazo.

Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional brasileiro. A avaliação do setor é de que, por se tratar de um tema de interesse mútuo, o processo de ratificação possa avançar ainda em 2026, permitindo a aplicação das novas tarifas já no próximo ano.

Fonte: https://www.canalrural.com.br/agricultura/laranja/acordo-mercosul-ue-pode-gerar-r-13-bi-para-exportacoes-brasileiras-de-suco-de-laranja/

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