Condomínio logístico vai a leilão em Guarujá, no litoral de São Paulo; investimento passa de R$ 190 milhões

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Projeto na Margem Esquerda prevê pátio regulador de caminhões; leilão ocorre nesta quarta (17), na Autoridade Portuária de Santos

Olhar para a demanda futura de acesso de veículos rodoviários de carga com destino ao Porto de Santos e ajudar na economia. É a meta do Complexo Logístico Margem Esquerda. Trata-se de uma área greenfield (terreno nunca antes desenvolvido ou construído) de 163,1 mil metros quadrados (m²), no bairro Conceiçãozinha, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá.

O leilão envolvendo a área está marcado para nesta quarta-feira (17), na Autoridade Portuária de Santos (APS). Um outro espaço, de 242 mil m², será licitado no mesmo dia, mas em Santos, na Avenida Augusto Barata, entre os bairros Alemoa e Saboó, na Margem Direita do Porto. Ele comportará condomínio logístico com pátio regulador para caminhões, serviços e espaços para refeição e descanso de motoristas. Os dois contratos somam R$ 477,9 milhões em investimentos e devem estar disponíveis a partir de 2029, com cessão de 20 anos.

Em nota, a APS lembra que os caminhões com destino aos terminais da Margem Esquerda enfrentam congestionamentos recorrentes, o que será reduzido com o complexo a ser leiloado. “A implantação cumpre função de regulação de fluxo e triagem de caminhões, mitigando o impacto da concentração de veículos em vias urbanas, assegurando o uso racional das janelas de recebimento de carga, e otimizando a logística terrestre de escoamento de commodities agrícolas”.

O complexo logístico abrigará pátio regulador com 417 vagas para caminhões (73,5 mil m²), área de serviços de apoio logístico de 89,6 mil m² e espaço de 50,2 mil m² para armazéns cobertos. Será o primeiro condomínio logístico da Cidade, de acordo com a APS. O cessionário terá que investir R$ 195,4 milhões.

Estão previstos controle de entrada e saída no gates do pátio; monitoramento ininterrupto por câmeras de circuito fechado, com compartilhamento de imagem em tempo real com a Autoridade Portuária; sanitários e vestiários; espaço de descanso com local para refeições; edificação com salas para locação tipo loja/escritório; e área destinada a serviços acessórios, tais como: conveniências, oficina mecânica e lojas.

“Além da implantação do pátio de caminhões, a instalação com a oferta de galpões logísticos trará benefícios à economia regional, geração de empregos, renda e desenvolvimento social à Baixada Santista. O número de vagas em cada etapa dependerá do projeto a ser apresentado pelo vencedor”, informa a APS.

A Prefeitura de Guarujá, também em nota, informa que a categoria dos caminhoneiros será favorecida, “mas os impactos viários e de mobilidade urbana ainda estão sendo discutidos com a Administração Municipal”. “Movimentações estão sendo acompanhadas pela Prefeitura, que aguarda os avanços do projeto”, completa.

Conceito faz parte da modernidade

Com mais de 30 anos de experiência em navegação e logística multimodal, o engenheiro e consultor Valter Branco observa que os conceitos modernos de complexos portuários extrapolam a ideia de um simples terminal portuário e avançam na direção de plataformas logísticas integradas. Aí entram os condomínios logísticos.

“Estas plataformas são geralmente compostas de retroáreas, condomínios logísticos e zonas industriais. Estes complexos maximizam o resultado através da melhora na eficiência logística e redução de custos. O complexo portuário deixa de ser apenas um ponto de passagem e passa a agregar valor logístico”, afirma.

Branco destaca que empresas tendem a escolher portos que ofereçam soluções completas, centralizando as operações próximo do embarque e desembarque, o que aumenta a competitividade do complexo. “Para municípios e zonas portuárias, cria receitas menos voláteis e reduz a dependência do ciclo de carga”, argumenta.

O consultor recorda que, com a aprovação da nova legislação tributária, os impostos serão cobrados no destino e não na origem, reduzindo influência de benefícios fiscais e atraindo centros de distribuição para perto dos polos de consumo.

“Áreas próximas aos portos tendem a exercer papel fundamental na logística de médio prazo. É um caminho sem volta. Nesta nova dinâmica, os condomínios logísticos tendem a ser não um acessório, mas elemento central do porto do século 21”, afirma.

Fonte: https://www.atribuna.com.br/noticias/portomar/condominio-logistico-vai-a-leil-o-em-guaruja-no-litoral-de-s-o-paulo-investimento-passa-de-r-190-milh-es-1.492599

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