O setor gerou 2.033 vagas, com uma participação de 69,41% no acumulado do mês na região
A indústria puxou a alta de empregos na Região Metropolitana de Campinas (RMC) em janeiro, quando foram criados 2.929 postos com carteira assinada, quebrando a sequência de dois meses de saldo negativo. O setor gerou 2.033 vagas, com uma participação de 69,41% no resultado do mês, e foi o único com desempenho positivo em todas as 20 cidades da Grande Campinas.
A indústria foi responsável por um em cada seis novos empregos surgidos no Estado de São Paulo no primeiro mês do ano, representando 17,8% das 16.451 vagas surgidas, apontou o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Isoladamente, a indústria regional representou 9,44% dos 21.528 postos de trabalho criados no Estado. A cidade da RMC com o melhor resultado nesse segmento em janeiro foi Indaiatuba, com o saldo de 341 vagas. “Em um contexto de maior moderação econômica, o desempenho industrial torna-se ainda mais relevante para sustentar o nível de ocupação, a renda e a dinâmica da atividade produtiva no estado”, avaliou o economista João Gabriel Pio. Para ele, apesar do resultado positivo em janeiro, é necessário cautela com o desempenho do mercado de trabalho ao longo de 2026 e não altera a expectativa de uma economia crescendo num ritmo mais lento.
Essa desaceleração foi sentida na Região Metropolitana de Campinas nos últimos dois meses do ano passado, quando as demissões superaram as contratações. Apesar disso, a RMC fechou 2025 com a geração de 11.560 vagas, em função dos bons resultados registrado nos meses anteriores. Apesar do saldo positivo em janeiro, a RMC registrou uma queda de 28,53% em relação aos 4.098 postos criados no mesmo período de 2025.
HÁ VAGAS
Uma indústria metalúrgica instalada em Indaiatuba iniciou 2026 aumentando contratações, em função dos investimentos em novas tecnologias e ampliação das vendas. A fabricante de equipamentos pesados anunciou o aumento de 46 para 100 no número de pontos de venda de máquinas para a construção no país, mais que dobrando a sua rede por conta de acordos com nove parceiros estratégicos.
“Vamos trabalhar com distribuidores que são reconhecidos no mercado pela alta qualidade nos serviços que prestam, e já são parceiros relevantes da companhia há décadas. O objetivo é aumentar nossa capilaridade, fortalecendo nossa atuação nacional para oferecer soluções integradas, otimizar as operações e gerar ainda mais valor para os negócios dos nossos clientes, proporcionando a melhor experiência de compra e pós-vendas”, afirmou o diretor de Vendas e Marketing da divisão de Construção para a América Latina da multinacional, Adilson Butzke.
A fornecedora de tecnologia, softwares e fabricante de equipamentos para os setores agrícola, de construção, pavimentação e florestal segue contratando. Atualmente, a empresa está com 20 vagas abertas em Indaiatuba para funções como coordenação regional de vendas, especialista em impostos, analista de auditoria interna, analista de segurança no trabalho e analista de qualidade.
Na Grande Campinas, outros dois setores tiveram saldo positivo. A construção civil teve a criação de 1.311 vagas, e o de serviços, 806. Porém, o comércio registrou o fechamento de 1.036 vagas, e a agropecuária, 185. No caso do comércio, é natural ocorrerem demissões em janeiro em função da dispensa dos temporários contratados para as vendas de final do ano anterior. Entre as cidades da RMC, 18 fecharam o mês com a criação de empregos. Apenas Holambra, com o encerramento de 385 vagas, e Sumaré, com 37, tiveram desempenho negativo em virtude da sazonalidade.
POR CIDADE
No caso de Holambra, o resultado foi influenciado pelas 389 demissões na agricultura, principal atividade econômica do município, ligadas ao período de plantio ou colheita de flores. O desempenho de Sumaré se deu pelas 380 dispensas no segmento de serviços. A cidade conta com um centro de distribuição de um dos maiores marketplaces (plataforma online que reúne diversos vendedores) do país e havia reforçado a equipe para as vendas de Black Friday e Natal.
Campinas foi a cidade com o maior número de empregos criados, 448. No caso da cidade, o setor de serviços teve o melhor saldo, 485 vagas, seguido pela construção civil (334) e indústria (210). Já o comércio fechou 547 postos de trabalho e a agropecuária, 33. As outras cidades que ficaram entre as cinco com o melhor desempenho foram Indaiatuba (398), Paulínia (235), Nova Odessa (224) e Americana (216).
No Estado de São Paulo, a indústria também foi a maior geradora de novos empregos, com o saldo de 21.528 vagas, seguida pela construção (15.934) e serviços (3.001). No entanto, o comércio fechou 20.677 vagas e a agropecuária, 3.335. As cinco cidades paulistas que mais abriram novos postos de trabalho foram São Paulo (3.597), Franca (2.977), Guarulhos (1.524), Sorocaba (814) e Ribeirão Preto (768).
