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Pela segunda vez seguida, a Região Metropolitana de Campinas bate recorde mensal de exportação

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Pela segunda vez seguida, a Região Metropolitana de Campinas bate recorde mensal de exportação

Vendas ao exterior em maio somaram R$ 2,76 bilhões, melhor resultado para o período em 30 anos

Pela segunda vez seguida, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) bateu o recorde mensal de exportação. As vendas ao exterior em maio somaram US$ 534,38 milhões (R$ 2,76 bilhões), o melhor resultado para o período em 30 anos, de acordo com os dados divulgados pela Comex Stat, plataforma da balança comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O montante superou em 15,78% os US$ 461,54 (R$ 2,39 bilhões) de igual mês de 2025, enquanto o recorde anterior era de maio de 2022, US$ 525,16 milhões (R$ 2,72 bilhões).

As empresas da Grande Campinas já haviam estabelecido a melhor marca para abril da série histórica iniciada em 1997, quando teve início o levantamento da Comex Stat, quando atingiu US$ 517,36 milhões (R$ 2,68 bilhões). O recorde anterior para o período foi em 2022, quando foi de US$ 498,19 milhões (R$ 2,53 bilhões). “O tarifaço dos Estados Unidos no ano passado fez as empresas brasileiras buscarem novos mercados, que se consolidaram. O mercado norte-americano continua importante, mas as empresas têm sido resilientes e encontrado novos compradores”, avaliou o economista Marco Aurélio Marcondes.

Segundo o MDIC, o novo tarifaço de 25%, previsto para entrar em vigor a partir do dia 15 do próximo mês, atingiria cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos, somando US$ 8,4 bilhões (R$ 43,52 bilhões). Porém, o economista avaliou que o impacto será limitado. “Com a confirmação oficial de que o tarifaço afeta as nossas exportações para os EUA, o bloco de produtos efetivamente afetado representará entre 0,42% e 0,63% do PIB brasileiro”, avaliou o especialista.

Entre os produtos nacionais que mais devem ser afetados pela sobretaxação estão máquinas e equipamentos industriais e para construção civil, aço, suco e peixes. Os Estados Unidos justificam a nova medida em função de uma série de fatores, entre eles questões ambientais, supostas práticas consideradas injustas relacionadas ao Pix e à pirataria em centros comerciais populares. “Na verdade, o governo de Donald Trump buscou driblar a proibição da Justiça norte-americana em relação ao tarifaço do ano passado”, afirmou Mendonça.

AMPLIAÇÃO

Uma fabricante de autopeças de Valinhos aposta no mercado sul-americano para aumentar as exportações. Ela quer que as vendas ao exterior representem 26% do faturamento até 2030, contra os 22% atingidos no ano passado. O principal mercado da multinacional é a Colômbia, seguido da Argentina, com a meta sendo ampliar as vendas também para a Bolívia, Equador, Peru e Venezuela. Para aumentar as vendas, a indústria busca ampliar a linha de produtos para atender às necessidades de cada mercado, pois possuem perfis diferentes de frota.

“Expandir o portfólio e seguir investindo em tecnologias e inovação para suprir esses mercados, porque ocorreram muitas mudanças e as frotas são diferentes, além de se antecipar às necessidades futuras. “Também é preciso olhar para dentro de casa e ver quais investimentos são necessários para ter produtos que atendam às necessidades”, afirmou o gerente de exportação do aftermarket da América do Sul, Victor Bonami.

A empresa atua há 69 anos no Brasil, onde tem quatro fábricas. Além de Valinhos, mantém plantas em Mogi Mirim e São José dos Campos, também no interior de São Paulo, além de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. As importações da Região Metropolitana de Campinas foram de US$ 1,533 bilhão em maio (R$ 7,94 bilhões), o segundo maior valor para o mês da série histórica Ele foi inferior apenas ao R$ 1,592 bilhão (R$ 8,24 bilhões) de 2022.

Com isso, o saldo da balança comercial da região foi negativo em US$ 999,38 milhões (R$ 5,17 bilhões). Campinas foi a cidade que mais exportou em maio, US$ 129,018 milhões (R$ 668,44 milhões), com participação de 24,31% do total da região. Foi o melhor desempenho da cidade este ano, superando os US$ 122,365 milhões (R$ 633,97 milhões) de abril.

A segunda colocação foi com Indaiatuba, com US$ 81,27 milhões (R$ 421,05 milhões), seguida por Americana (US$ 71,714 milhões). Paulínia permaneceu na quarta posição ao fechar o mês passado com US$ 51,57 milhões (R$ 298,27 milhões). Vinhedo ficou em quinto lugar (US$ 45,50 milhões).

Os principais destinos das exportações da RMC foram a Argentina, com participação de 14,5% do total, vindo depois os Estados Unidos (13,2%) e México (5,77%). A China segue em primeiro lugar como a maior fornecedora para a Região Metropolitana, com uma participação de 28,72% do total. Os Estados Unidos ficaram com a segunda posição (13,45%), seguidos pela Índia (7,21%). Os dados da Comex Stat apontaram Paulínia como a cidade da região com o maior volume de importações em abril, US$ 465,09 milhões (R$ 2,409 bilhões). Campinas ficou em segundo lugar, US$ 267,75 milhões (R$ 1,387 bilhão), vindo em seguida Indaiatuba (US$ 163,36 milhões), Vinhedo (US$ 98,32 milhões) e Jaguariúna (US$ 91,44 milhões).

Fonte: https://correio.rac.com.br/campinasermc/pela-segunda-vez-seguida-a-regi-o-metropolitana-de-campinas-bate-recorde-mensal-de-exportac-o-1.1817358

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