Controle de qualidade em JundiaĆ­ incentiva cadeia produtiva

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Com foco no monitoramento, seguranƧa e controle da qualidade dos alimentos produzidos e consumidos em JundiaĆ­, a Unidade de GestĆ£o de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (Ugaat) da prefeitura incentiva entre os produtores e comerciantes de frutas, legumes e verduras do municĆ­pio a pratica da Rastreabilidade Vegetal. Obrigatória nas cadeias produtivas de tais gĆŖneros, a medida permite que – desde a etapa de produção atĆ© o consumidor final – seja possĆ­vel identificar as origens e os envolvidos em todo o processo.

Na Cooperativa Nossa Senhora das Vitórias, um dos diversos exemplos de boas-prĆ”ticas em Rastreabilidade Vegetal no municĆ­pio, as toneladas de frutas produzidas por seus 36 cooperados – de nove diferentes famĆ­lias dos bairros do TraviĆŗ, Corrupira e do municĆ­pio de Louveira – sĆ£o distribuĆ­das para o mercado nacional trazendo, na embalagem, as indicaƧƵes das descriƧƵes do produto, quem Ć© o produtor e seu CNPJ rural, nome da propriedade, bem como seu endereƧo e as coordenadas geogrĆ”ficas para sua localização.

A medida enquadra-se no item Rotulagem, um dos quatro itens regulatórios que constam na Instrução Normativa nº 02/2018 da Agência Nacional de Vigilância SanitÔria (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura, PecuÔria e Abastecimento (Mapa). Os outros três são: Caderno de Campo, Ficha do Comprador e Registros Agrícolas.

ā€œIsso facilita a identificação do produto e quem consome sabe de onde ele veio, o que impacta na qualidadeā€, comentou Orlando Steck, presidente da cooperativa, batizada com o nome da santa padroeira do bairro do TraviĆŗ, onde a organização surgiu. Saindo do Corrupira, onde fica atualmente a sua sede, as frutas – na maioria, caquis, ameixas e uva, conforme a sazonalidade – sĆ£o vendidas para atacadistas nĆ£o só da regiĆ£o, como tambĆ©m nos estados de SĆ£o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e atĆ© do Nordeste.

Para o diretor do Departamento de Agronegócio da Ugaat, SĆ©rgio Pompermaier, a regulamentação Ć© um avanƧo importante no setor. ā€œAlĆ©m da garantia da seguranƧa do produto que chega ao consumidor final, tambĆ©m o produtor rural Ć© beneficiado, jĆ” que permite a melhor gestĆ£o de sua atividade e a integração do setor e suas cadeias produtivasā€, comentou.

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Mais Rastreabilidade
Os demais itens da Instrução Normativa nº 02/2018 podem ser assim detalhados. Podendo ser físico ou eletrÓnico, o Caderno de Campo é o documento de registro de todos os insumos utilizados no processo de produção e no tratamento fitossanitÔrio dos vegetais. Nele devem conter o croqui da propriedade com os talhões das culturas e com os registros de todas as aplicações, além dos dados sobre os lotes colhidos, sua identificação e suas datas.

JÔ na Ficha do Comprador, reproduzindo as informações anotadas no Caderno de Campo, deve haver a data, nota fiscal, o produto e sua quantidade, além das informações do comprador. E nos Registros Agrícolas, devem ficar registrados por, no mínimo 18 meses, os receituÔrios agronÓmicos e as notas fiscais dos insumos aplicados, de produtos vendidos e da entrada da empresa compradora, além de toda a documentação envolvida.

Mais informações sobre o tema podem ser conferidas na Cartilha PrÔtica sobre Rastreabilidade e Rotulagem, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, além do telefone (11) 4589-8581, do Departamento de Agronegócio da Ugaat.

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Fonte: https://sampi.net.br/jundiai/noticias/2913200/jundiai/2025/07/controle-de-qualidade-em-jundiai-incentiva-cadeia-produtivaĀ 

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